quinta-feira, 20 de setembro de 2012

PETRÓPOLIS, UMA CIDADE DE NENHUM AMIGO.

Assim que viemos ( eu e meu marido) morar e trabalhar aqui na cidade de Petrópolis/RJ a convite de uma Rádio católica AM que não nos pagava, com o passar do tempo e falta de dinheiro para saudar nossos compromissos, tivemos que vender muitas de nossas coisas para não passarmos fome, dentre elas uma câmera de filmar importada caríssima que comprei na época das vacas gordas, quando ainda morávamos e trabalhávamos na nossa cidade - Rio de Janeiro. Graças a "presteza e a boa vontade" do povo petropolitano ( sempre tão acolhedores) em ajudar quem precisa, quase fomos despejados da casa que morávamos para debaixo de uma ponte qualquer, pois para TODAS AS PESSOAS que pedimos ajuda, nos negaram qualquer tipo de auxílio ( até mesmo a de um prato de comida ... passamos 3 meses apenas com uma refeição diária, que consistia em farinha, arroz e cebola). Dentre essas pessoas estão meus 3 filhos, aqueles que dediquei anos de amor e de liberdade para que crescessem felizes e saudáveis, até uns anos  atrás quando ainda tinha algo para oferecer (R$) e se interessavam em ter a minha presença por perto: quando precisei  e implorei para passar 15 dias no meu apartamento no Rio a fim de conseguir um lugar para morar e voltar para a minha cidade, já que em Petrópolis não se conseguia nada... por ganância, mesquinharia e olho grande não me deixaram entrar na minha própria casa ( acho que trocaram até o segredo da fechadura). Meus filhos são excelentes como amigos ( dos outros), mas péssimos como filhos... nunca me deram a mínima importância.
Lembro de todos( em Petrópolis) que pegaram os nossos curriculos, riram do nosso desespero e o jogaram no lixo; daqueles outros que compraram as nossas coisas a preço de banana, se aproveitando do nosso desespero por um prato de comida; outros que pegaram e nem pagaram, e muitos outros que nos negaram trabalho sem se quer nos deixar falar e mostrar o nosso valor. Bem, algumas outras poucas coisas eu não abri mão de vender: este equipamento fotográfico foi um deles...resistiu à fome. Não sou uma pessoa rancorosa, mas minha avó me ensinou que as histórias não podem ser esquecidas para que não se repitam... para que você não vire joguete e babaca nas mãos de quem não se interessa por você. Depois que vim para Petrópolis, me apercebi quem eram as pessoas com as quais perdi tanto o meu tempo, fiquei mais esperta . Hoje eu não desperdiço mais a minha energia com elas.

Não se iludam, tudo  nesta vida precisa ser construído em uma via de mão dupla ... 50% de cada lado. Se não for assim, desconfie e pule fora,porque não vai dar certo. Confúcio, o grande pensador, já dizia que para se conhecer as pessoas que se dizem nossos "amigos", temos que passar pela Sucesso e pela Desgraça...no sucesso verificamos a quantidade, e na desgraça a qualidade.

Um comentário:

Sônia Silvino, Crazy about Blogs! disse...

O ser "humano" me decepciona muito. Bjs!